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# Universidades australianas adotam regras diferentes para correção com IA

> Newcastle, Melbourne e UNSW definem limites diferentes para a correção de trabalhos com IA. Suas regras também divergem sobre divulgação, possibilidade de recusa e responsabilidade acadêmica.

By BIG CHANGE Editorial

Published: 2026-09-27T18:05:31.973Z
Updated: 2026-09-27T18:05:31.973Z
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[O Guardian noticiou em 28 de setembro, na edição australiana](https://www.theguardian.com/australia-news/2026/sep/28/university-ai-marking-academic-overworked-staff-student-shortcut) que algumas universidades permitem que professores usem IA na correção e no feedback, o que levou acadêmicos e estudantes a questionarem a qualidade das avaliações. Os documentos das próprias universidades estabelecem limites diferentes. A IA pode ajudar a preparar feedback, contribuir para um processo de avaliação ou ser totalmente proibida na correção. O estudante ainda precisa saber se um professor leu e avaliou o trabalho.

## A grande mudança

- **O que mudou:** Universidades australianas estão especificando em que etapas da avaliação pode entrar a IA generativa. Newcastle permite seu uso na correção sob condições de revisão, aviso e possibilidade de recusa; a UNSW orienta, como regra, que avaliadores não usem plataformas de IA para corrigir ou atribuir notas.
- **Por que isso importa:** Um estudante pode receber feedback preparado com auxílio de IA sem que um sistema de IA tenha a palavra final sobre uma nota. A diferença depende do que o professor realmente verifica e do que é informado ao estudante antes de entregar o trabalho.
- **O que acompanhar:** Newcastle e Melbourne exigem aviso e uma forma de recusa quando professores usam IA generativa na avaliação. As orientações públicas não mostram com que frequência os estudantes recebem esse aviso nem como os professores revisam o resultado.

## Newcastle oferece aos estudantes uma opção específica de recusa

A [política atual da Universidade de Newcastle sobre IA generativa no ensino, na aprendizagem e na avaliação](https://policies.newcastle.edu.au/document/view-current.php?id=369) diz que a IA não deve ser usada para corrigir trabalhos de estudantes, a menos que o professor ou coordenador responsável pela disciplina revise e aprove o resultado antes de compartilhá-lo com o estudante. A equipe deve informar os estudantes antes do prazo de entrega sobre o uso de IA na correção e explicar como recusá-lo. O trabalho de um estudante que opte por não participar não deve ser corrigido com IA generativa. A política abrange o ensino, a aprendizagem e a avaliação nas disciplinas; [a versão atual entrou em vigor em 29 de abril de 2025](https://policies.newcastle.edu.au/document/status-and-details.php?id=369).

O [FAQ para a equipe de Newcastle, atualizado pela última vez em 10 de fevereiro de 2025](https://www.newcastle.edu.au/__data/assets/pdf_file/0005/1044824/GenAI-at-UON-FAQs-v2.pdf), acrescenta que a equipe continua responsável pela exatidão das notas. Descreve professores usando IA para redigir rascunhos de feedback que depois revisam e editam, e aponta dúvidas ainda não resolvidas sobre eficácia, privacidade e propriedade intelectual. São exemplos e ressalvas das orientações, não uma medida publicada de quantos trabalhos são corrigidos dessa forma.

## Melbourne permite apoio, com aprovação e escolha dos estudantes

As [orientações para professores da Universidade de Melbourne](https://www.unimelb.edu.au/ai/home/staff/teaching-and-learning/menu-items/assessment) dizem que professores podem usar ferramentas seguras da universidade para apoiar avaliações ou fornecer feedback, depois de obter o aval do vice-reitor associado da faculdade. Devem informar aos estudantes quais ferramentas serão usadas e como recusar seu uso. As orientações dizem que os professores continuam responsáveis pelas avaliações e pelo feedback, precisam revisar os resultados da IA e não devem usar sozinhos uma nova ferramenta de IA generativa para atribuir notas ou conceitos.

Melbourne também diferencia as ferramentas corporativas de avaliação já existentes, incluindo a correção automática de questões de múltipla escolha, dos usos propostos para novas ferramentas generativas. Suas orientações sobre recusa dizem que o estudante deve poder contar exclusivamente com o julgamento da equipe acadêmica para a avaliação e o feedback.

Em comparação, as [orientações de ensino da UNSW para a equipe](https://www.teaching.unsw.edu.au/ai/ai-assessment-guidance) dizem que, como regra, avaliadores não devem usar plataformas de IA para corrigir ou atribuir notas. Em separado, orientam os responsáveis pelas disciplinas a instruir os avaliadores, inclusive os contratados temporariamente, sobre o uso de IA permitido em cada disciplina. A aprovação de ferramentas para outras tarefas de ensino não revoga essa instrução sobre correção.

## Western Sydney atribui deveres de avaliação à equipe

A [política atual de IA da Universidade Western Sydney](https://policies.westernsydney.edu.au/document/view.current.php?id=386), em vigor desde 30 de julho de 2024, aplica-se a professores e estudantes e pede orientações claras sempre que as regras de IA variem conforme o contexto ou o papel da pessoa. Não estabelece uma opção de recusa para a correção, como a de Newcastle, nem uma regra detalhada para notas geradas por IA. Sua [política de avaliação](https://policies.westernsydney.edu.au/document/view.current.php?id=227), em vigor desde 1º de janeiro de 2026, atribui à equipe acadêmica e às escolas a responsabilidade pela qualidade do feedback e pela consistência da correção. Um porta-voz da Western Sydney [disse ao Guardian](https://www.theguardian.com/australia-news/2026/sep/28/university-ai-marking-academic-overworked-staff-student-shortcut) que a equipe pode usar IA em certos aspectos da avaliação e do feedback, mas o julgamento acadêmico e a responsabilidade por notas, conceitos e feedback continuam a cargo dos professores. Essa é uma declaração institucional noticiada pelo jornal, não um detalhe escrito na política de IA.

## Deakin estabelece princípios com decisão humana

A [Política de Uso Responsável de IA de Deakin](https://policy.deakin.edu.au/document/view-current.php?id=274), em vigor desde 12 de março de 2026, aplica-se a professores, estudantes e associados. Defende decisões conduzidas por pessoas, avaliação dos resultados da IA e comunicação transparente quando ela é usada no ensino. Não especifica uma opção de recusa para a correção com IA nem define um fluxo de trabalho permitido para corrigir. O Guardian relata que a posição de Deakin permite que a IA apoie a avaliação, mas não atribua notas. Esse limite específico sobre notas vem da reportagem do jornal; a política pública estabelece princípios mais amplos.

Essa distinção importa para professores e estudantes. Nas entrevistas do Guardian, Armin Alimardani, professor de direito e tecnologia da Western Sydney, manifestou preocupação de que a exigência de verificar os resultados da IA possa ser enfraquecida na prática; acadêmicos da QUT falaram de receios sobre o trabalho de correção realizado por profissionais temporários. São preocupações relatadas, não índices observados de erros não detectados nem evidências de cortes de empregos. Nem os documentos comparados aqui nem essas entrevistas demonstram que a correção com IA economize tempo ou melhore a precisão.

O órgão regulador australiano, a TEQSA, [diz que não exige uma forma específica de avaliação](https://www.teqsa.gov.au/students/artificial-intelligence-advice-students); as instituições de ensino superior devem avaliar o conhecimento e a compreensão dos estudantes. Seu [portal de recursos sobre IA generativa](https://www.teqsa.gov.au/guides-resources/higher-education-good-practice-hub/gen-ai-knowledge-hub/gen-ai-academic-integrity-and-assessment-reform) compartilha abordagens institucionais para consideração, em vez de estabelecer uma regra nacional que autorize ou proíba a correção com IA. Para o estudante, portanto, a resposta aplicável é a regra atual da universidade e o aviso associado à avaliação específica.

## Fontes e leituras complementares

- [Universidade de Newcastle, Política sobre o uso de IA generativa no ensino, na aprendizagem e na avaliação](https://policies.newcastle.edu.au/document/view-current.php?id=369), versão atual em vigor desde 29 de abril de 2025: estabelece expectativas de revisão, aviso prévio e opção de recusa para a correção de trabalhos. Sua [página de status](https://policies.newcastle.edu.au/document/status-and-details.php?id=369) registra a data de vigência e uma alteração administrativa posterior. [O FAQ da equipe, de fevereiro de 2025](https://www.newcastle.edu.au/__data/assets/pdf_file/0005/1044824/GenAI-at-UON-FAQs-v2.pdf) acrescenta a responsabilidade da equipe pela exatidão das notas e descreve possíveis fluxos de trabalho para feedback; é anterior à política atual e não informa dados de uso ou resultados.
- [Universidade de Melbourne, Uso de IA na avaliação e no feedback dos estudantes](https://www.unimelb.edu.au/ai/home/staff/teaching-and-learning/menu-items/assessment): diferencia o apoio aprovado e revisado do uso exclusivo de novas ferramentas generativas para atribuir notas e especifica divulgação e opção de recusa. A página pública não apresentava uma data de atualização quando foi consultada em 27 de setembro de 2026.
- [UNSW, Orientações sobre IA na avaliação](https://www.teaching.unsw.edu.au/ai/ai-assessment-guidance): estabelece para avaliadores a regra de não usar plataformas de IA para corrigir ou atribuir notas e também discute o uso de IA em outras tarefas de ensino. A página pública não apresentava uma data de atualização quando foi consultada em 27 de setembro de 2026.
- [Universidade Western Sydney, Política de Uso de Inteligência Artificial](https://policies.westernsydney.edu.au/document/view.current.php?id=386), versão atual em vigor desde 30 de julho de 2024, e [Política de Avaliação](https://policies.westernsydney.edu.au/document/view.current.php?id=227), versão atual em vigor desde 1º de janeiro de 2026: estabelecem princípios gerais de IA e as responsabilidades acadêmicas pela avaliação. Nenhuma delas fornece a autorização detalhada para corrigir com IA nem a opção de recusa descrita por Newcastle. A posição mais específica da universidade é atribuída a seu porta-voz na reportagem do Guardian.
- [Universidade Deakin, Política de Uso Responsável de Inteligência Artificial](https://policy.deakin.edu.au/document/view-current.php?id=274), em vigor desde 12 de março de 2026: estabelece o escopo, decisões conduzidas por pessoas, avaliação dos resultados e transparência. Não declara por si só o limite específico para atribuição de notas relatado pelo Guardian.
- [Joe Hinchliffe, The Guardian, edição australiana, 28 de setembro de 2026](https://www.theguardian.com/australia-news/2026/sep/28/university-ai-marking-academic-overworked-staff-student-shortcut): entrevistas originais e respostas institucionais que motivaram esta comparação. A página aparece datada de 27 de setembro no horário do leste dos EUA; apresenta posições e preocupações relatadas, não substitui documentos universitários atuais nem estudos de resultados medidos.
- [TEQSA, Conselhos sobre IA para estudantes](https://www.teqsa.gov.au/students/artificial-intelligence-advice-students) e o [portal de integridade acadêmica e reforma da avaliação com IA generativa](https://www.teqsa.gov.au/guides-resources/higher-education-good-practice-hub/gen-ai-knowledge-hub/gen-ai-academic-integrity-and-assessment-reform): contexto regulatório. O portal afirma que seus estudos de caso e recursos compartilham abordagens, não orientações vinculantes nem uma única política nacional sobre correção com IA.

## Sources

- [Universidade de Newcastle, Política sobre o uso de IA generativa no ensino, na aprendizagem e na avaliação](https://policies.newcastle.edu.au/document/view-current.php?id=369) — As cláusulas 35 a 38 da política atual estabelecem revisão, aprovação, aviso prévio e opção de recusa do estudante para o uso de IA generativa na correção. A página de status registra a data de vigência e uma alteração de julho de 2025. É uma regra, não uma evidência de implementação.
- [Universidade de Newcastle, Perguntas frequentes sobre IA generativa na UON](https://www.newcastle.edu.au/__data/assets/pdf_file/0005/1044824/GenAI-at-UON-FAQs-v2.pdf) — O FAQ para a equipe afirma que os professores continuam responsáveis pela exatidão das notas e discute rascunhos de feedback e seus riscos. É anterior à política atual e não apresenta dados de adoção ou resultados.
- [Universidade de Melbourne, Uso de IA na avaliação e no feedback dos estudantes](https://www.unimelb.edu.au/ai/home/staff/teaching-and-learning/menu-items/assessment) — Orientações para a equipe sobre ferramentas seguras, aval da faculdade, divulgação, opção de recusa, revisão humana e proibição de usar sozinhas novas ferramentas de IA generativa para atribuir notas ou conceitos. Diferencia as ferramentas corporativas de avaliação já existentes.
- [UNSW, Orientações sobre IA na avaliação](https://www.teaching.unsw.edu.au/ai/ai-assessment-guidance) — As orientações para a equipe dizem que, como regra, avaliadores não devem usar plataformas de IA para corrigir ou atribuir notas. As demais aprovações de ferramentas são para fins de ensino.
- [Universidade Western Sydney, Política de Uso de Inteligência Artificial](https://policies.westernsydney.edu.au/document/view.current.php?id=386) — A política geral atual de IA se aplica a professores e estudantes e exige orientações claras e específicas para cada contexto. Não prevê uma opção detalhada de recusa para correção com IA.
- [Universidade Western Sydney, Política de Avaliação](https://policies.westernsydney.edu.au/document/view.current.php?id=227) — A política atual de avaliação estabelece os deveres da equipe acadêmica quanto ao feedback e a responsabilidade das escolas pela consistência e moderação da correção. Não é uma política detalhada sobre correção com IA generativa.
- [Universidade Deakin, Política de Uso Responsável de Inteligência Artificial](https://policy.deakin.edu.au/document/view-current.php?id=274) — A política atual abrange professores, estudantes e associados e estabelece decisões conduzidas por pessoas, avaliação dos resultados e transparência. Não define expressamente a permissão para correção com IA, atribuição de notas ou opção de recusa.
- [Joe Hinchliffe, The Guardian, “Acadêmicos e correção com IA”](https://www.theguardian.com/australia-news/2026/sep/28/university-ai-marking-academic-overworked-staff-student-shortcut) — Reportagem original, entrevistas e respostas institucionais. Fundamenta as posições atribuídas a Western Sydney e Deakin e as preocupações relatadas. Não é uma política universitária primária nem um estudo de resultados.
- [TEQSA, Integridade acadêmica e reforma da avaliação com IA generativa](https://www.teqsa.gov.au/guides-resources/higher-education-good-practice-hub/gen-ai-knowledge-hub/gen-ai-academic-integrity-and-assessment-reform) — Portal regulatório de recursos que compartilha abordagens institucionais para consideração, em vez de orientações vinculantes sobre correção com IA. O conselho da TEQSA para estudantes diz separadamente que o órgão não exige uma forma específica de avaliação.
